Medicina e Saúde

Coronavírus deve ter passado de morcegos para humanos por meio de animal intermediário, indica relatório da OMS

Medicina e Saúde 30/03/2021/ 14:48:20
Coronavírus deve ter passado de morcegos para humanos por meio de animal intermediário, indica relatório da OMS Foto ilustrativa: Créditos / Folha Max

Publicado por Olhar Digital 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou um relatório que investiga a origem da pandemia do Coronavírus. Uma equipe do órgão esteve e Wuhan, na China, onde o surto começou. Os resultados da investigação sugerem que o vírus provavelmente passou para humanos por meio de um animal intermediário, que por sua vez foi contaminado por um morcego, cerca de um ou dois meses antes do primeiro caso ser detectado.

Há alguns dias já tinha saído a informação de que a principal hipótese da OMS era justamente de o vírus ter saído de um morcego para um outro animal antes de chegar em um humano. Apesar disso, a organização pede cautela e diz que ainda não tem uma resposta definitiva.

“No que diz respeito à OMS, todas as hipóteses permanecem possíveis. Este relatório é um começo muito importante, mas não é o fim. Ainda não encontramos a origem do vírus, devemos continuar a seguir a ciência e não deixar de observar todas as possibilidades”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em um comunicado.

“Encontrar a origem de um vírus leva tempo e devemos isso ao mundo para que possamos tomar medidas coletivas para reduzir o risco de que isso aconteça novamente. Uma única viagem de pesquisa não pode fornecer todas as respostas.”, completou ainda.

Vírus passou por animal intermediário

Quatro possibilidades são discutidas no relatório, duas delas envolvem o chamado transbordamento, com a doença passando de animais para humanos. A que envolve o animal intermediário é classificada como “entre provável e muito provável”. Já as chances de ter passado de um morcego diretamente para humanos é dada apenas como “possível e provável”.

As outras duas hipóteses são de um vazamento por meio de alimentos congelados, classificada como “via possível” e, por último, um vazamento em laboratório, considerado “uma via extremamente improvável”.

“Em minhas discussões com a equipe, eles expressaram as dificuldades que encontraram para acessar os dados brutos. Espero que estudos colaborativos futuros incluam um compartilhamento de dados mais oportuno e abrangente”, finalizou Tedros.

No total, a equipe que realizou a investigação sobre a origem do coronavírus envolveu 17 especialistas chineses e outros 17 de outros países. A possibilidade do animal intermediário já era considerada, desde o começo do surto, como a mais provável. 

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