História

A Igreja de São Francisco de Assis em Ouro Preto-MG

História 31/05/2019/ 18:22:06
A Igreja de São Francisco de Assis em Ouro Preto-MG Foto: Monique Renne

A igreja de São Francisco de Assis, em Ouro Preto, é considerada, por vários especialistas, a obra-prima da arte colonial brasileira. A concepção e a execução estão associadas ao nome de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, responsável pelo projeto arquitetônico e pela soberba fachada principal, além dos púlpitos, do lavabo da sacristia e das talhas dos altares da nave. Também grandiosa, a pintura do forro da nave coube a Manuel da Costa Athaíde.

Vista de frente, com seu desenho arredondado, a igreja apresenta duas torres igualmente arredondadas, uma novidade para a época. As torres abrigam os campanários e aparecem coroadas por grandes flechas que apontam para o céu. Um medalhão circular esculpido e o portal dominam o centro da fachada, que acolhe ainda duas grandes janelas. Vista de perfil, a igreja mostra a disposição distinta de cada corpo do edifício: as torres, as naves e a capela-mor.

Com mais de mil adeptos em meados do século 18, a Ordem Terceira da Penitência de São Francisco de Assis encomendou a obra para abrigar um templo próprio. Os trabalhos começaram em 1766, pela capela-mor, que levou cinco anos para conclusão. Em seguida, veio a cobertura (abóbada), entre 1772 e 1774, época em que também ocorreu sua ornamentação em talha e estuque, sob a direção de Aleijadinho. (foto ao lado de Sérgio Mourão) No mesmo período, o artista terminou os púlpitos em pedra-sabão. Em seguida, vieram a fachada principal (frontispício) e os telhados.
Em 1794, a Ordem Terceira recebeu a obra pronta, em alvenaria. Entre 1801 e 1812, Athaíde trabalhou na pintura e douramento da capela-mor, com exceção do teto, assim como a pintura do forro da nave e alguns painéis. Quanto aos altares da nave, também projetados por Aleijadinho, sua construção se arrastou por mais de 60 anos, entre 1829 e 1890.

O portal de entrada, com sua composição ornamental, revela a genialidade de Aleijadinho. A ornamentação consiste em dois anjos e dois brasões contendo as armas franciscanas e as do reino de Portugal. Localizado na parte superior, o medalhão traz a Virgem, de mãos postas. Entre os brasões e o medalhão, vê-se o braço estigmatizado de são Francisco e o braço do Cristo. O conjunto é encimado pela coroa de espinhos. Os brasões são arrematados por asas de anjos, flores de girassol e rosas, atributos de Maria. Em seu livro O Aleijadinho e a Escultura Barroca no Brasil, o historiador francês Germain Bazin comenta: "A plástica desse conjunto, onde tudo parece oriundo das mãos do artista, é amplamente tratada de maneira monumental".

A igreja (foto acima de Sérgio Mourão) possui as primeiras obras de Aleijadinho como escultor de baixos-relevos, cujas datas estão documentadas. São os púlpitos. Representam o tema da pregação de Cristo na barca e o do profeta Jonas sendo lançado ao mar. No primeiro, aparecem os evangelistas Mateus e Lucas, na lateral; no outro, João e Marcos.

Na pintura do forro da nave, Athaíde retratou o tema da Glorificação da Virgem no medalhão central, em óleo. (na foto acima de Ane Souz) Nos quatro cantos da abóbada, figuram em púlpitos os doutores da igreja (os santos Ambrósio, Jerônimo, Gregório e Agostinho), assistidos cada qual por um anjo que lhes oferece material de escrita. São também de sua autoria os painéis que decoram a nave e a capela-mor, com temas relativos à iconografia da Ordem Franciscana, assim como as barras de pintura imitando azulejos com episódios da vida de Abraão.

As informações são do site Conheça Minas

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